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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Mais uma vez os carros elétricos

Mäyjo, 30.04.20

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Muito se fala sobre os carros elétricos; será que só têm vantagens?

Aparentemente não. Associado à produção e uso de carros elétricos muitas questões se podem levantar.

Estes carros funcionam a bateria, para armazenar a energia que o faz funcionar. A reciclagem dessas baterias vai ser um problema! A mineração para a obtenção do lítio, para a produção dessas mesmas baterias, outro! Muito provavelmente, os países não terão energia suficiente para tantos carros elétricos, problema que, por exemplo, já se está a sentir na Suécia.

Outra questão é: o que se fará ao grande problema ambiental que surgirá com o abate dos milhões de carros a diesel e a gasolina que estão em circulação?

Grande parte das ferramentas para a manutenção deste tipo de automóveis também será diferente. O que se faz às antigas?

Podemos também pensar em questões mais práticas, que nos poderão afetar enquanto utilizadores destes carros: imaginemos alguém que fica preso num carro elétrico apanhado num nevão e que tem de ficar horas dentro dele, com o aquecimento ligado para não morrer de frio; quanto tempo dura a energia para isto?

 

Em suma, ninguém dúvida que esta transição para os carros elétricos traz benefícios, mas penso que é necessário refletir-se mais sobre este assunto. Temos de ter em conta que também se irá gerar uma enorme poluição ambiental que não estará a ser tida em conta, pelo menos até agora.

Gostava de saber as repostas a estas questões esclarecidas publicamente por quem sabe...

LISBOA QUER APROVEITAR TRÂNSITO RODOVIÁRIO PARA PRODUZIR ELETRICIDADE

Mäyjo, 26.02.15

Lisboa quer aproveitar trânsito rodoviário para produzir electricidade

A ideia não é nova e já tem sido trabalhada por diversas universidade e start ups: utilizar a energia gerada pelo trânsito rodoviário para produzir e vender electricidade. Agora, a cidade de Lisboa pretende utilizar este processo para gerar mais receitas e, com isso, tornar a cidade mais inclusiva, de acordo com o presidente da autarquia, António Costa.

O projecto está a ser trabalhado em parceria com investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI), tendo a Câmara de Lisboa candidatado um projecto que procura aproveitar a energia cinética produzida pela circulação automóvel na cidade para criar electricidade, que poderá ser reutilizada, armazenada ou vendida pelo município.

“É colocado um tapete por cima do pavimento, que capta a energia, e é instalado um sistema, fora do pavimento, que converte essa energia, transforma-a e injecta-a na rede”, explicou ao Sol um dos mentores do projecto, Francisco Duarte.

O investigador disse que o tapete é semelhante aos pavimentos para a redução de velocidade, aproveitando a energia que é feita pelos veículos para abrandar. A Avenida da República será uma das zonas em que o sistema poderá ser aplicado. As outras ainda estão a ser estudadas.

Segundo os investigadores da UBI, será possível atingir poupanças na ordem dos €145 mil (R$ 450) em consumos eléctricos e reduções de 337 toneladas de emissões de dióxido de carbono.

A capital portuguesa está entre as 21 finalistas do concurso internacional Mayor’s Challenge, da Bloomberg Philanthropies, fundação do ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg que visa premiar com €5 milhões o projecto mais inovador para resolução de desafios e melhoria da vida urbana, com potencialidades para serem partilhadas com outras cidades.

Este prémio poderá financiar o sistema, que tem um prazo de execução de dois anos: o primeiro dedicado ao desenvolvimento e investigação do projecto e o segundo para aplicação do sistema.

“Seremos compradores do projecto assim que estiver desenvolvido e for implementável”, explicou António Costa. Os investigadores da UBI trabalham neste projecto há três anos e já desenvolveram um projecto-piloto, na Covilhã.

Foto:  Trishhhh / Creative Commons